Dr. Rafael Lima Psiquiatria · Psicogeriatria Agendar uma consulta

Sono · avaliação psiquiátrica

Insônia não é apenas dormir pouco. Às vezes, é o primeiro sinal de que algo não está bem.

Na psiquiatria, a insônia não é avaliada apenas pela quantidade de horas dormidas. Demorar para pegar no sono, acordar repetidamente durante a noite, despertar muito antes do horário ou dormir e ainda assim acordar sem sensação de descanso podem fazer parte do problema.

Quando isso se torna frequente, o impacto atravessa o dia: pioram a atenção e a memória, aumenta a irritabilidade, diminui a disposição e tarefas que antes eram simples começam a exigir um esforço muito maior.

O sono participa diretamente da regulação emocional e do funcionamento cognitivo; por isso, uma noite ruim repetida por semanas ou meses não fica restrita à madrugada.

E existe uma pergunta importante: por que você não está conseguindo dormir?

A insônia pode existir como um transtorno próprio, mas também pode estar relacionada a ansiedade, depressão, transtorno bipolar, estresse persistente, luto, trauma, dor crônica, uso de álcool ou outras substâncias e determinados medicamentos.

Há ainda causas e condições não psiquiátricas que precisam ser consideradas, como apneia do sono, síndrome das pernas inquietas, alterações do ritmo circadiano e algumas doenças clínicas.

Em certos casos, a própria preocupação em conseguir dormir cria um ciclo: a pessoa começa a vigiar o relógio, antecipar outra noite ruim e chegar à cama já em estado de alerta.

É por isso que tratar insônia não deveria significar automaticamente procurar algo que simplesmente “apague” o paciente.

Relação bidirecional

Na psiquiatria, sono e saúde mental precisam ser observados nos dois sentidos.

Ansiedade e depressão podem prejudicar o sono, mas um sono persistentemente ruim também pode intensificar sintomas emocionais e contribuir para a manutenção ou piora de transtornos psiquiátricos.

Hoje essa relação é entendida como bidirecional: a insônia pode ser consequência, parte do quadro e também um fator que ajuda a perpetuá-lo.

O que a avaliação investiga

Quando alguém diz “eu só queria voltar a dormir”, a investigação precisa ir além da noite.

  • Como você está durante o dia.
  • Quando o problema começou.
  • O que mudou naquele período.
  • Como está o seu humor.
  • Como está a sua ansiedade.
  • Como está a sua rotina.
  • Quais substâncias e medicamentos você utiliza.
  • O que acontece quando você coloca a cabeça no travesseiro.

Encontrar o que está sustentando a insônia é parte fundamental de escolher o tratamento adequado.

Dr. Rafael Gonçalves Lima, médico psiquiatra.

Dr. Rafael Gonçalves Lima

Médico Psiquiatra e Psicogeriatra. CRM-MG 55844 · RQE Psiquiatria 35868 · RQE Psicogeriatria 44875.

Atendimento em Curvelo, Corinto e Diamantina/MG, e por telemedicina para todo o Brasil.

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Esse primeiro passo para entender e tratar.

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